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À Espera do Fim
Sentir Longe
Ás de Espadas
Facadas
Distância
Pêndulo
Ás de Cópulas
Braços Abertos

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COMPANHIAS SEPARADAS

Elisa e Januário vivem um grande amor
(em companhias separadas)

Ela na fantástica tenda feliz
Ele na grande trupe encantada
Ela nunca sabe dele
Ele dela nunca sabe nada

Sem darem importância
Transpiram emoção
Sabem do outro à distância
Inimiga da razão

Rodopiar vendada
A sua vida é assim
Atada e conformada
Só à espera de um fim

Ele dela não precisa,
Ela sem ele vive bem,
Mas quando está triste, a Elisa,
O Januário sente também

Uma coisa no peito o corroía
O manto preto do ciúme o tapava
(e não sendo da mesma companhia)
O atirador de facas odiava.

Com a sua magia incrível
Como num conto de fadas
Mostrou-lhe um ás de copas
Fez sumir um ás de espadas

Sei de ti ao longe
Desse lado da linha
Voa até aqui
Poisa a tua mão na minha

Elisa teve um sonho.
Era Eva no paraíso terreal
E com um esgar risonho
Sentiu-se num festival

Assim ele mágico
Ela partenaire
Prevendo o final trágico
Fugiram pra um lado qualquer

Num dia imaginário
Encontraram o amor
Elisa e Januário
No trapézio voador


(texto de Natacha e Rodrigo)


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